Esta é a minha melhor escolha?
Deus não é culpado. A culpa é de quem escolhe. Platão.
Trabalhar é um fardo pesado, alguém disse que enobrece o homem mas… prefiro ser humilde. Eu gostaria de viver em um desses tantos lugares paradisíacos, com uma casa em uma praia ou um campo de grama verdejante. Levante a mão quem nunca, mesmo secretamente, se entregou em devaneios semelhantes, de uma vida tranquila, seja ela modesta ou opulenta, e que nunca mais precisasse trabalhar…
Mas vamos colocar os pés no chão: precisamos trabalhar. É a “regra do jogo”. A deusa da Fortuna sorri apenas para os seus eleitos e eles são um a cada milhões. Para estes milhões, há apenas um caminho e nem sempre é o melhor ou o desejado. São milhões que trabalham por obrigação e não por vocação (seja lá o que isso significa). O resultado: de todos o mais grave é o “estado de espírito” abatido. O mais comum é simplesmente uma atitude resignada, numa aceitação passiva a um futuro “apagado”.
Muitos já decidiram em que profissão trabalhar. Contudo, a que você escolheu é a melhor?
Seis passos.
Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida. Simone de Beauvoir.
Stanley Milgram foi um homem curioso, que dedicou parte da sua vida ao estudo do comportamento humano (era psicólogo formado em Harvard, em 1960). Ele realizou um experimento para provar uma tese conhecida desde o início do século XX: que o mundo estava se tornando cada vez mais “apertado”, ou seja, que as pessoas faziam parte de uma imensa “rede social”, distanciadas por poucos “nós”.
Seu projeto, publicado com o título “O Experimento do Mundo Pequeno”, foi simples e criativo: ele enviou cartas para algumas dezenas de moradores de duas cidades nos EUA, selecionados aleatoriamente, pedindo-lhes que o ajudassem a enviá-las para uma pessoa escolhida por ele, em outra cidade. As regras, bem explicadas em um texto que acompanhava estas cartas, determinavam que os participantes não poderiam enviá-las diretamente a pessoa “alvo”; só era permitido encaminhar a uma outra pessoa conhecida que, por sua vez, deveria fazer o mesmo até “fechar a corrente”, entregando a carta ao destinatário escolhido por Milgram.
Nem todos que foram selecionados, participaram. Mas as cartas daqueles que aceitaram o desafio chegaram até o destinatário após passarem por, na média, seis pessoas. Apesar de Milgram nunca ter usado o termo, sua experiência ficou conhecida como “Os seis degraus de separação”, uma teoria que diz que estamos separados de qualquer outro indivíduo no mundo por, na média, seis pessoas. Depois dele, outros pesquisadores realizaram outras experiências com resultados semelhantes e se você procurar no Wikipedia (pesquise pelos termos “Small world experiment” e “Six degrees of separation) vai encontrar mais sobre o tema.
Você deve estar perguntando onde quero chegar e vou responder a sua pergunta… com outra pergunta: quem você conhece?
Idade versus carreira
Alexandre Silva
Dec 3rd, 2009 at 10:24 am
Roni, bom dia!
Aproveitando, gostaria de saber qual é a sua opinião sobre idade e carreira, ou seja, existe alguma pesquisa fundamentada por exemplo que um Diretor quem que atingir esta posição até “X” anos, ou não, isto depende de uma série de fatores.
Minha resposta:
Alexandre, sua pergunta é excelente. Diante do tanto que se ouve em relação ao binômio “idade x carreira” o que é verdade e o que é lenda urbana? Bom, é verdade que, sim, existe muito preconceito (e como preconceito, carece de fundamento…) em relação a idade e, para ilustrar, não são poucas as empresas que preferem contratar profissionais mais jovens, desprezando (isso mesmo, desprezando) a qualificação oferecida por profissionais mais sêniores por, simplesmente, acreditar numa “lenda urbana” sem sentido.
Na minha opinião, uma empresa “perde” ao agir assim, acreditando que o vigor da juventude (esta é a lenda urbana que me refiro) pode substituir a experiência de quem carrega as marcas do tempo, que conferem ao seu titular o discernimento, o equilíbrio e outras habilidades desejadas. Vivo repetindo: importa quem a pessoa É. E diante disso, idade é um fator “característico” e não deve ser tratado como um fator “excludente”. Já vi jovens “vigorosos” absolutamente incompetentes frente a desafios que um sênior “tira de letra”. E já vi sêniores incapazes de resolver um problema que um trainee resolve “com uma mão nas costas”.
